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domingo, julho 20, 2008

13.13






hoje apetece-me estar assim, é domingo nublado e apetecia-me soltar o Lobo. sao 13.13... a ver.

terça-feira, julho 15, 2008

Maria Rita, Encontros e despedidas,musica Milton Nascimento

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir

São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida

sexta-feira, julho 11, 2008

Hit do Momento.(o meu) We Walk



Hit do momento...

Ting Tings. We Walk



You never alter
You’re always you
Everything’s breaking
But I don’t care
Smash the rest up
Burn it down
Put us in the corner ‘cus we’re into ideas
Take these edges
They’re inside out
No one will notice
They’re looking elsewhere
We can’t be honest
We call it off
We got the choice if it all goes wrong
We walk, we walk
We walk, we walk
You see the changes
In things that come
It’s how you deal with it
When switching off
Make a decision
A precondition
We got the choice if it all goes wrong
We walk, we walk
We walk, we walk
When nothing makes you feel good
Then nothing makes you feel good

obs: eu nao gosto de louras mesmo...mas isto é diferente. Acho que é do nariz,das maçãs do rosto,bom pa!

Sebastião Salgado


não é preciso dizer nada.

quinta-feira, julho 10, 2008

Frase do Publico,e fiquei a pensar naquilo.

"Ser de esquerda, hoje, é recusar a normalização imposta pelas ideias únicas, "objectivas", que se apoiam na antinomia: modernização mundial, ou o caos."
José Gil, "Visão", 10 de Julho de 2008


Sinceramente nao sei se deva concordar ou não. Eu que me assumo um indviduo de esquerda que acredita que é possivel tomar atitudes certas e "objectivas" com base ou influencias de esquerda, perante esta frase que hoje tava no site do publico, fico mesmo sem saber como responder.
A modernizaçao,e a discrepancia de valores faz com que o poder para investir ou solucionar problemas objectivos esteja dependente dos grandes grupos,mas ninguem quer perder dinheiro e como "nao há almoços gratis" ninguem dá nada a ninguem...mas ao mesmo tempo sem a disponibilidade,capacidade de mutaçao e versatilidade dos que têm menos,trata-se de um factor igualmente importante. Porque um pobre que passe a rico,é algo bem suportável,mas o inverso nunca é facil de se sustêr.E a atitude que daí advém mais dificil será de ser gerida pelo individuo. Logo,nao sei se o caos depende apenas dos esquerdistas,mas talvez pela vontade de aglutinar por parte dos que têm mais. Como diz o meu amigo Chico,"nao há nenhum rico que nao queira ser ainda mais rico", por isso os "culpados" do caos acabam por ser dos dois lados.
Manda quem pode,obedece quem deve é um facto,mas há quem mande cegamente apenas porque têm esses mesmos meios.Nao vou entrar sequer pelo argumento válido que nem todos têm a mesma oportunidade porque é um facto inegável,mas tambem é inegável que parte do esforço tem de ser pessoal e há que ser "educado" a faze-lo.
Por isso é que acabo por discordar em parte ,talvez 60% , desta frase, porque nao podem haver "ideias unicas" e matrizes,porque tal como Marx disse aquando o confrontaram das suas proprias ideias,"se isso é comunismo,entao eu nao sou comunista". Temos sim de encontrar o tal ponto de equilibrio,fazer o que é devidamente correcto e sim nao ligar a votos menos concordantes ou não.
É meio fascista esta ideia,e sim estou a ser contraditório,mas porque nao tomar atitudes sensatas e de "direita"(por assim dizer obviamente)para uma economia,a justiça,para uma rede de transportes,para dinamizar o turismo,mas pela saúde,educaçao,ou algo que nao interfira ou que nao esteja dependente se eu ou tu nascemos ou nao num berço de ouro; tomar aí sim uma politica de Esquerda.

obs: Por pesquisas,deparei-me que José Gil é um "filosofo" já com varios inimigos e amigos pela nossa imprensa,e de facto acho que é de valorizar que se trata de alguem que agita as águas,e podem pesquisar pelo google que aparece muita informaçao sobre o senhor,mas parece-me que a visao(grupo Impala) anda a usar um pouco o senhor,mas afinal um gajo tem de comer e pagar a renda nao é?!

mais um blog daqueles em 2minutos,Sexo Sem Nexo.


apetece-me chocar.
"sim,é desta forma que se come um corneto."

http://sexosemnexopt.blogspot.com/

Comia-te,grande blog.

tava a pesquisar umas coisas e encontrei isto..
http://comia-te.blogspot.com/..(link no titulo)
muito bom,muito sórdido,devasso,lascivo e com sentido de humor.
Aprendam que vale a pena..

geração rasca,ou á rasca?!

sim...isto é muito longo. Mas para quem não tem ideia,aqui vai uns depoimentos sobre os recibos verdes.
copy paste do site da visao,meto o link no topico depois vá.
Geraçao Recibos Verdes, meus caros. é isto.

Ó São Precário, protegei-nos a nós, precários da Terra, fazei com que nos paguem subsídio de maternidade, protegei as funcionárias dos centros comerciais, os anjos dos call center, concedei aos falsos trabalhadores independentes subsídio de férias e reforma, rendimentos para todos e serviços gratuitos, livrai-os dos despedimentos malignos.» A oração ao São Precário continua e poderia dar para rir não fosse tão sério o fenómeno que afecta milhares de pessoas em toda a Europa. São estes os novos pobres?

Jovens, licenciados, mestres e doutorados, solteiros, não têm filhos, vivem em casa dos pais, ou dividem a renda com um namorado ou um amigo. Na maior parte dos casos, a família ajuda-os a esticar o ordenado até ao fim do mês. Na Europa, chamam-lhes «geração dos mil euros»; em Portugal ganharão um pouco menos…

«Os nossos pais deram-nos mais do que tiveram, mas nós temos menos do que eles.» Clara Caldeira, 30 anos, licenciada e mestre em Comunicação, habituou-se a ter «a vida sempre adiada». «Se deixar de trabalhar, deixo de ganhar», afirma. Por isso, vive ao ritmo dos trabalhos temporários que vai arranjando, na área da escrita criativa e do guionismo. Da única vez que fez um contrato, pelo prazo de um ano, alugou casa no centro de Lisboa. No resto do tempo, a regra tem sido a do recibo verde a troco de mil euros mensais. Metade desaparece da conta bancária até ao dia 8 de cada mês, para pagar as despesas fixas de casa. Com a outra metade, vai ao cinema, janta fora duas ou três vezes por mês, bebe um copo à noite com os amigos, paga o táxi de regresso a casa, e vai fazendo uma gestão rigorosa da dívida à Segurança Social. No banco, mantém um fundo de maneio, guardado para uma fatalidade – leia-se, ficar sem trabalho – que lhe chega para viver dois meses sem ordenado. Agora, ganha um pouco mais do que os mil euros a que a sua geração parece predestinada, mas só durante seis meses. Em Maio, termina a colaboração com a produtora de Depois do Adeus, o novo programa de Maria Elisa, na RTP. Se a coisa não se compuser, a casa de família serve de recuo.

Rasca ou à rasca?

Como Clara, a CGTP contou no ano passado 863 mil trabalhadores com vínculos precários. O número só peca por defeito: não inclui estagiários nem falsos recibos verdes. Os resultados do Inquérito ao Emprego do INE, trabalhados pela agência Lusa, apontam para que, em 2007, 43 mil licenciados tenham desempenhado trabalhos de baixa qualificação ou não qualificados. E para 60 mil diplomados no desemprego. Nos centros de emprego, estão inscritos

40 mil – um número igual ao de novos licenciados que todos os anos saem das universidades. Não se pode, porém, ler nestes números que tirar um curso não compensa. São outras as razões para a geração que Vicente Jorge Silva baptizou de «rasca» estar hoje «à rasca».

Catarina Matias, 31 anos, licenciou-se em História, fez uma pós-graduação em museologia e, desde então, não parou de somar trunfos: estagiou no Victoria & Albert Museum, em Londres; venceu um concurso internacional e foi para o Qatar trabalhar no Museu de Arte Islâmica («o único contrato verdadeiro que tive até hoje»); regressou a Portugal, não arranjou emprego e partiu para o Museu do Louvre, em Paris, onde se autopropôs como estagiária. Pelo meio, deu aulas, estagiou no Museu Machado de Castro, colaborou com o IPPAR, em Coimbra. Desde Novembro, está desempregada, a viver do que amealhou nas Arábias: «Esticadinho chega para os próximos quatro ou cinco meses», prevê. Envia dezenas de cartas por mês: «Não me importava de não ter um emprego para a vida desde que me dêem a oportunidade de ter trabalhos», explica. Não falta quem abra a boca de espanto perante o currículo, mas, «na hora da verdade, ignoram».

Também Vera Assis Fernandes, 37 anos, tem um currículo irrepreensível. Licenciou-se em Geologia, tornou-se mestre em Geoquímica Lunar, nos Estados Unidos, e de seguida doutorou-se em Cronologia e Petrologia Lunar, em Inglaterra. Portugal «caçou» este cérebro em 2003, com uma bolsa da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Vera regressou, durante cinco anos, para fazer o pós-doutoramento no Instituto de Geofísica da Universidade de Coimbra. Missão: estudar dados obtidos remotamente pela missão Mars Express, patrocinada pela Agência Espacial Europeia – da qual Portugal faz parte. Em Coimbra, só encontrou «falta de vontade, falta de espírito de equipa, falta de interesse a nível nacional». Em finais de 2007, depois de muito batalhar, voltou a fazer as malas e partiu para Berkeley, na Califórnia – antes escreveu para o Público um manifesto: Portugal poderá estar a dizer ‘não’ a futuros Einsteins e foi, então, recebida em audiência no Ministério da Ciência, em Agosto de 2005.

Um curso compensa

Apesar da crueza dos relatos, o discurso oficial é positivo. O presidente do IEFP, Francisco Madelino, esclarece que «os jovens licenciados são os que mais rapidamente obtêm trabalho». Demoram oito meses, em média, enquanto os não licenciados levam entre 12 e 14 meses. «As remunerações médias de um licenciado são cerca de quatro vezes superiores às de um trabalhador que não tenha frequentado o ensino superior», adianta. Na apresentação do estudo sobre A procura de emprego dos diplomados, o ministro da Ciência e do Ensino Superior, Mariano Gago, frisou que, nos últimos quatro anos, o número de licenciados inscritos nos centros de emprego não se alterou, o que revela a capacidade do mercado de trabalho para absorver o aumento de 20% da população com curso superior. A taxa de desemprego, nesse escalão, atinge 7,5% – um valor próximo do total nacional. «Quando as pessoas aumentam a qualificação, não é imediatamente que a economia reage», continua Francisco Madelino.

«Estimular o crescimento da economia é essencial para criar mais e melhores postos de trabalho, e aproveitar melhor os recursos humanos», vaticina, à VISÃO, o comissário europeu do Emprego e Assuntos Sociais, Vladimir Spidla. No caso de Portugal, uma particularidade é salientada pelo responsável europeu: a maioria dos jovens atribui a falta de emprego à ausência de oportunidades; já na Finlândia a maior parte dos entrevistados pela Gallup considera que a escassez de experiência é a razão principal.

«Porque não me limitaram a entrada na universidade, se sabiam, à partida, que não havia trabalho para mim?» Volta e meia, a pergunta martela na cabeça de Cláudia Baptista, 29 anos, licenciada em Jornalismo, a trabalhar como técnica auxiliar de educação. Durante quase dois anos, foi estagiária numa rádio nacional. Começou por fazer um estágio curricular não remunerado, durante três meses, foi convidada a prolongá-lo por outros três. Aceitou. «Durante seis meses, paguei para estagiar», recorda. E depois? «Depois, ofereceram-me ficar a troco de 300 euros, a recibo verde.» Vivia em casa dos pais, o dinheiro dava para pagar transportes e alimentação. Durante os 13 meses de isenção da segurança social aguentou. O amor à profissão falou mais alto e os elogios constantes que recebia alimentavam a esperança de um contrato. «Trabalhava 15 a 16 horas por dia, editava peças, sonorizava. Tinha responsabilidades de um jornalista, mas, no papel, não deixava de ser estagiária», resume. Acabada a isenção, «dei ouvidos ao meu orgulho pessoal e profissional que se começava a construir». Pediu que lhe pagassem o salário mínimo e a Caixa. A resposta foi negativa. Cláudia saiu, outros estagiários continuaram. Todos os anos, chegam mais. À distância de seis anos, Cláudia não consegue criticar apenas a estação onde trabalhou: «Há uma concordância do Estado, instituições de educação, empregadores e sindicatos: todos sabem que esta rotatividade de estagiários existe, mas ninguém faz nada para mudar porque a situação interessa a muita gente.» Não se envergonha de dizer que ainda hoje tem apoio psicológico e deixa o aviso: «Já começámos a gerar uma geração de frustrados.»

Qualificados e desempregados

Nunca, como hoje, os jovens, em Portugal, tiveram tantas qualificações, e nunca, como hoje, sentiram tantas dificuldades para arranjar emprego. Como se chegou aqui? Como se sai desta situação? João César das Neves, economista e docente na Universidade Católica, comenta: «Há muitas universidades más, que formam alunos para o desemprego.» Privadas e públicas, nas grandes cidades e no Interior.

O economista salienta o desajustamento entre a formação dada em muitas universidades e aquilo que o mercado de trabalho procura. «Um curso de Direito é barato, é só papel e lápis, por isso todos os anos são formados milhares de alunos. Para quê?», pergunta. Mas, apesar deste desajustamento, concorda com o discurso governamental de que Portugal precisa de produzir muito mais diplomados. Qual é, então, a solução? «É difícil disciplinar as universidades, mas é preciso fazê-lo», sugere César das Neves.

O estudo sobre emprego dos diplomados, divulgado pelo gabinete do ministro Mariano Gago, pode ser visto pelas universidades como uma espécie de manual de instruções para a reforma dos cursos superiores. Sem grandes surpresas, aponta as áreas com maior número de desempregados, mas também o inverso, aquelas áreas que estão mais resguardadas do desemprego: Ciências da Vida (Biologia, Bioquímica, Ciências do Ambiente), Informática, Matemática e Estatística, Ciências Veterinárias, Serviços de Segurança (segurança no trabalho, Engenharia militar) e Serviços de Transporte (pilotagem, gestão de transportes).

António Dornelas, sociólogo do ISCTE que integrou a comissão do Livro Branco para as Relações Laborais, também indica o acesso à escolarização, incluindo à universidade, como a melhor saída para o problema: Num país de microempresas, predominam empregadores que, na maioria dos casos, têm, aos 50 anos, a escolaridade típica do Portugal de há três décadas: 4 ou 6 anos de escolaridade. Esta realidade – chamada de «conspiração grisalha» por Francisco Ribeiro Mendes, ex-secretário de Estado de António Guterres – é, para António Dornelas, uma «barreira natural à integração dos jovens». Quando, porém, se compara a estrutura empresarial dominante com as novas empresas, criadas recentemente, onde aumenta o número de mulheres empresárias, qualificadas, e mais jovens, «o outro País aparece…», garante António Dornelas. Mas enquanto o primeiro domina a paisagem, é necessário «evitar os erros do passado», mantendo os incentivos à escolarização, «recalibrando» a regulação dos mercados de trabalho e a protecção social, reduzindo a duração máxima dos contratos a termo (de 6 para 3 anos) e combatendo a fraude na contratação a recibos verdes. Estas são algumas das propostas que o Governo pondera assumir na próxima revisão das leis laborais.

Precários no trabalho e na vida

Tiago Gillot, dos Precários Inflexíveis (PI), nota que «a precariedade não se limita ao trabalho, já chegou à escola, à habitação, à saúde. É uma proposta de vida baseada na incerteza, no fim de uma sociedade equilibrada», adverte. Ele foi um dos responsáveis pela organização da primeira parada MayDay em Portugal, em 2007. O desfile de precários que se realiza no 1.º de Maio, em diferentes cidades europeias, regressa este ano a Lisboa. Com mais força. Na quinta--feira, 21, mais de 50 jovens sentados, de pernas cruzadas, sobre um longo tapete vermelho, reuniram-se na cooperativa cultural Crew Hassan. Com estilos que iam do alternativo ao fato e gravata, havia estudantes, estagiários, trabalhadores mais ou menos precários. Em nome individual ou de organizações que têm encabeçado esta luta. André Soares, 27 anos, do Fartos d’Estes Recibos Verdes (FERVE) aproveita para alertar que falar em casa ou no café não chega: «As pessoas têm de ir para a rua, só assim o fenómeno se torna visível.»

Muito provavelmente, também os Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual se associarão à parada, adianta Bruno Cabral, técnico de cinema. A lei que regulamenta a actividade, promulgada recentemente, não responde às expectativas: além de não incluir os técnicos, «não abrange uma segurança social adaptada à intermitência da actividade». O actor Jorge Loureiro diz que acumulou uma dívida de um ano à SS que não pensa pagar: «Porque não posso e porque é injusto, tenho um trabalho completamente inconstante», explica. «E se temos uma lesão e ficamos impedidos de trabalhar?», pergunta a actriz e cantora Ana Amorim, 27 anos.

Imaginação é coisa que não falta a quem recebe pouco, ou não recebe, no final do mês, a quem passa recibos verdes quando deveria assinar contrato, a quem se substitui ao patrão no pagamento da Caixa. Se os italianos inventaram o São Precário, lhe puseram uma auréola na cabeça e o vestiram com roupas de empregado de cadeia de fast food, os PI organizaram, no Carnaval, um dilúvio de papel, lançando do «céu» do Centro Comercial Colombo centenas de papelinhos com mensagens a «desmascarar a precariedade». Pela mesma altura, o FERVE entregou no Parlamento uma petição com cerca de 5 mil assinaturas, levando a luta contra os recibos verdes ao centro do debate político. Mais acções vêm a caminho.

A primeira etapa da precariedade

Catarina (nome fictício), 25 anos, é uma coleccionadora de estágios. Terminou o curso de Geografia, variante Planeamento e Gestão do Território, em 2005. Desde então fez três. O curso que tirou não previa a realização de estágio curricular, mas ela quis fazê-lo. «Era uma oportunidade de arranjar emprego e terminar o curso com experiência profissional.» Licenciou-se, mas continuou estagiária. Uma Câmara Municipal da Região Centro recebeu-a duas vezes: primeiro ao abrigo de um estágio profissional do IEFP, depois no âmbito do Programa de Estágios Profissionais na Administração Local (PEPAL). O tutor «pouco ou nada» a acompanhou, mas a experiência – «a fazer exactamente as mesmas funções de colegas que estavam a contrato ou recibo verde» – foi útil: «Aprendi por mim mesma.» O desânimo veio no final: «Fui avaliada com muito bom, eles precisam de pessoas, então porque não fiquei?», interroga-se.

Para o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, com os estágios profissionais na Administração Pública e Local, o Estado «dá a sensação de que está a resolver os problemas, quando está a empurrar com a barriga para a frente». Bettencourt Picanço até reconhece que há um «lado positivo», relacionado com a aprendizagem, para o estagiário, mas denuncia: «Estão a ser mascaradas as necessidades de pessoal à custa das fragilidades das pessoas e do emprego. É o Estado a dar um mau exemplo», remata.

Francisco Madelino, presidente do IEFP, sai em defesa dos estágios profissionais. «De entre os programas de emprego, é aquele que tem mais eficácia, com uma taxa de empregabilidade perto dos 80%», elucida. Ainda que reconheça que pode haver abusos.

Trabalhos temporários

Em face deste panorama, as empresas de trabalho temporário absorvem cada vez mais pessoas, muitas delas com formação superior. Rui Bales Vieira, 34 anos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual, diz que muitos dos contratos que fazem são ilegais: «São postos fixos para os quais as pessoas são recrutadas com vínculos temporários, a fim de poderem ser facilmente despedidas, sem reivindicarem condições.» Entre as 60 mil pessoas contratadas por estas empresas, elucida, «estão cada vez mais licenciados e até mestres». O sociólogo Elísio Estanque alerta para o «factor de retrocesso em termos de incentivos às novas gerações» que pode constituir o facto de as empresas porem «jovens a exercer tarefas para as quais estão sobrequalificados».

Inês (nome fictício) tem medo de chegar a essa fase: «Nessa altura, o meu psicólogo vai ter de trabalhar ainda mais.» Por enquanto, com 30 anos, paga para estagiar, num conceituado gabinete de decoração de interiores, onde trabalha. Licenciada com 19 valores em Arquitectura de Interiores, com uma pós-graduação em Reabilitação, Remodelação e Restauro em Arquitectura, viu-se, em Novembro passado, sem emprego, depois de vários anos a trabalhar como freelancer. Entre estar em casa e estagiar gratuitamente num reputado ateliê, preferiu a segunda hipótese: «Sempre enriquece o meu currículo.» Entra às 9 e 30, sai depois das oito da noite e é repreendida se pede para sair mais cedo. Entretanto, vive «do mealheiro» e vai tentando calar a revolta com um pensamento positivo. Vive sozinha, numa casa do pai, o carro está parado: foi trocado pelo metro. O sarcasmo, esse, parece uma marca de geração: «Vivo numa casa de classe média alta, mas sou mais pobre do que a porteira.»

Raquel Tavares America Latina



andava eu a ver a o expresso,vou á visao...e vejo uma pequena apresentaçao com depoimentos da "mini Tour" que a Raquel Tavares (uma fadista que nem conhecia muito bem) fez pela America Do Sul. Gostei,nao se ouve uma unica musica,as fotos estão simplesmente sublimes, apresentadas no momento certo,pode-se dizer que é um breve resumo do que foi. Vejam la se curtem. o link está no titulo.



obs: acho piada á roupa,ao pormenor da rosa,nao sei,é meio bairrista,mais pessoal.

terça-feira, julho 08, 2008

Sugestao, Ting Tings, We started nothing








Ando ha uns dias a ouvir um album bem porreiro, um senhores que nao conhecia e acabei por sacar,li umas coisas, e o resultado é bem positivo. Um Rock dançavel,som light, de verão. dois elementos,um rapaz Jules(drums and Vocals)e a esplendida Katie White,que alem de ser boa(e eu que nao gosto de louras),canta,toca e tudo e tudo. muito bom mesmo,informem-se no space deles,saquem o album que vale mesmo a pena. TIng Tings!!! fica aqui uma noticia que tava hoje no Blitz.

"Vocalista dos Ting Tings recusa posar nua

Sugestão foi-lhe feita por executivos de uma editora. Katie White diz que nunca mostrará o corpo para vender música.

Katie White, vocalista dos Ting Tings, revelou que se sentiu ofendida e furiosa quando executivos de uma editora a aconselharam a posar nua para revistas masculinas.

A cantora tinha reunido as suas melhores fotografias e trabalho artístico para mostrar, mas tudo foi ignorado: "Nem olharam, desviaram o book e perguntaram-me se estava preparada para tirar a roupa para revistas de homens".

A sua reacção foi tempestuosa: "Há muitas raparigas que conseguem fazer isso e têm mamas maiores e caras mais bonitas. Eu nunca o faria, por isso disse-lhes para se irem f***r".

By Blitz

obs: A Katie faz-me lembrar ás vezes uma pessoa.Há ali qualquer coisa,ainda nao sei o que é.




Death From Above, Blood on our hands,justice remix

super musica..super video..super remix..

isto dá-me uma vontade de dançar que nem sei onde parava.



sei onde parava pois.(ou como)(ou de que forma...)

porque quero e pronto.




apesar dos pedidos para colocar fotos de gajos,sinceramente hoje nao me apeteceu aceder a tais pedidos. O acesso restrito continua com uma qualidade imensa,e eu como pobre de espirito que sou,limito-me a repostar aqui.
Ainda assim...aqui vai.

obs: Hoje andou tudo muito sensivel,parece que já nao se pode dizer nada nem ser besta que ficam logo sensibilizados/as. Ora fodasse eu tambem tenho muita merda que engolir e não é por isso que vou amuar. Anda tudo mal habituado, é o que é.
deixa cá ver um som bem a proposito....


O grande Tony fica sempre bem, e sim tou a ser irónico.

segunda-feira, julho 07, 2008

Morto por Cobrir de Amor, Lobo Antunes

António Lobo Antunes Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

Visão.

Pensava que uma das poucas qualidades que tinha era a ausência de inveja. Não é verdade. Invejo os poetas.

vejam o link.

undenied themes



nao sei se será pelo filme,se pela letra,se por mim.



theme for to kill a dead man.parece-me conclusivo.

"ME" grande projecto.



Já tem uns anos, e até ja é bem conhecido,mas nunca demais relembrar um dos muitos trabalhos do género que se podem ver pela Web.
enjoy it.

sexta-feira, julho 04, 2008

janela mediterranea



Um novo dia.
Passou o temporal,vou desarmar as velas e apanhar um novo vento.

Grande Filme

Muito bom."10 minutes"

quinta-feira, julho 03, 2008

quarta-feira, julho 02, 2008

Irmaos Cabanas,o fenomeno.







Este é o site de um fenomeno nacional e quem sabe fora do distrito de Setubal,com os seu variados hits, estes senhores conhecidos por "Irmaos Cabanas" sao o que se chama por "um festão do catano".

Quem são os Irmãos Cabanas?
São dois irmãos gémeos que revelam uma grande paixão e dedicação pela música.

Os Irmãos Cabanas são um Duo Musical que tem como objectivo fazer a animação de quaisquer tipo de festas, desde: Bailes, Casamentos, Baptizados, Música Ambiente, Festas de convívio, entre outros eventos.


O Duo Musical "Irmãos Cabanas" é composto pelo José Cabanas, Acordeonista e vocalista e pelo Inácio Cabanas, teclista e vocalista.

Tudo começou muito cedo...

A música surgiu na nossa vida logo na escola primaria quando começamos a aprender flauta, desde então nunca mais parámos...

Mais tarde tivemos a oportunidade de ir estudar para uma escola de música onde desenvolvemos os nossos conhecimentos de um modo mais profundo ( sete anos de formação musical, piano, orgão electrónico e acordeão).

Ao longo dos anos fomos participando em concursos a nível distrital e nacional, organizados pelas associações musicais, de onde se destaca o primeiro lugar conseguido pelo Inácio Cabanas ao executar a peça clássica "O Barbeiro de Sevilha" em orgão electrónico.
Participámos num projecto de música popular e típica portuguesa, o agrupamento musical Maré Viva no qual estivemos dois anos e que nos enriqueceu bastante.


Pertencemos a uma orquestra clássica de acordeons da Escola de Musica Damsom, onde interpretamos varias peças não só no campo clássico como também ligeiro, com actuações por todo o país.


Em 1998 surgiu então a oportunidade de fazer actuações ao vivo e é aí que nasce o nome Irmãos Cabanas.


Um pouco mais tarde gravámos o nosso primeiro trabalho discográfico intitulado " Coração Magoado" em que o estilo musical era a música de dança, ou seja, aquela que habitualmente apresentávamos nos nossos bailes. Tivemos uma boa aceitação por parte do público em geral e isso fez com que nos motivássemos a fazer mais e melhor.


Foi então que mais tarde surgiu outra nova ideia, a realização de outro trabalho discográfico. Criámos um outro nome artístico com o objectivo de fazer espectáculos de variedades - Gémius, com o qual gravámos um Cd intitulado " Ilha do nosso Amor". Um estilo bem comercial, recheado de músicas originais, muitas delas compostas por nós.


Por fim, eis que surge mais um trabalho discográfico, fruto da motivação do público que nos tem acarinhado bastante!

Irmãos Cabanas - Amor de Verão. Um cd muito versátil com muitos estilos diferentes todos vocacionados para a música de baile. Quanto a nós, é um cd mais conseguido e mais trabalhado pela experiência adquirida ao longo do tempo! Um cd espelhado á nossa maneira de ser.

obs: a entrevista foi retirada do site dos senhores,tal como as fotos.Infelizmente nao fui aos Olhos de Agua,mas constou-me que foi de partir a barraquinha dos bilhetes,como ja é tradiçao nos Eyes Of Water.
Ver se voltam para o proximo carnaval que ja me apetece andar bebado com os braços no ar.






http://www.geocities.com/irmaoscabanas/principal.htm

testing 1



isto foi uma versao experimental,mas apesar de nao gostar mt de fotografar pessoas,desta vez gostei mt,e apesar de ter umas ideias aqui na gaveta nao sei se deva continuar..alguem alinha?!devo continuar ou nao?!..

Standing, The Gossip





Your back's against the wall
There's no-one home to call
You're forgetting who you are
You can't stop crying
It's part not giving in
And part trusting your friends
You do it all again
And I'm not lying

Oh oh oh oh ohh Oh ohh
Oh ohh Oh oh oh oh ohh Oh ohh

Standing in the way of control
You live your life
Survive the only way that you know

I'm doing this for you
Because it's easier to lose
And it's hard to face the truth
When you think you're dying
It's part not giving in
And part trusting your friends
You do it all again
But you don't stop trying

Oh oh oh oh ohh Oh ohh
Oh ohh Oh oh oh oh ohh Oh ohh

Standing in the way of control
You live your life
Survive the only way that you know

Oh ohh Oh oh oh oh ohh Oh ohh
Oh ohh Oh oh oh oh ohh Oh ohh

Standing in the way of control
We live our lives
Because we're standing in the way of control
We will live our lives
Because we're standing in the way of control
We live our lives
Because we're standing in the way of control
We will live our lives

Your back's against the wall
There's no-one home to call
You're forgetting who you are
You can't stop crying
It's part not giving in
And part trusting your friends
You do it all again
You don't stop trying

Oh oh oh oh ohh Oh ohh
Oh ohh Oh oh oh oh ohh Oh ohh

Standing in the way of control
You live your life
Survive the only way that you know .



obs: esta musica sempre me deu uma neura qualquer,bru-tal mesmo! apeteceu-me, tava a dar agora na radar e deu-me para isto.

uma noticia do dia.






Ana Malhoa faz versão de Britney Spears e tem novo single [vídeo]
Depois de "Like a Prayer" de Madonna, a cantora portuguesa oferece nova roupagem a "Gimme More" e diz que "Nada É Proibido".

Ana Malhoa, que editou recentemente Exótica , o novo álbum de originais, disponibilizou no MySpace uma versão de "Gimme More", da norte-americana Britney Spears. Anteriormente, a cantora tinha colocado também no MySpace uma versão de "Like a Prayer", de Madonna.

"Nada É Proibido", single do novo álbum, mostra a veia mais rockeira (modo latino) da cantora. O vídeo já pode ser visto no site oficial de Ana Malhoa e abaixo.



By Blitz

obs: "é demencial,não palavras para descrever o horror(...)"

obs2: acho que ela deve ter uns filmes caseiros bem engraçados..digo eu.

terça-feira, julho 01, 2008

influencias do diabo no corpo,grande blog.





http://diaboonocorpoo.blogspot.com/

tributo á Senhora.








de facto,é "Ela".
de um ponto de vista diferente,diga-se.

Lovely Mirror.(uma memoria ja com alguns anos.)

Look at the mirror
It doesn't know you anymore
It doesn't talk anymore
It doesn't kiss you anymore
You don't know who you are
You just have to know that mirror look
And all, everyone, everything, is too much
For you
And I try
I try
I really try
But everything is too much easy
And all those songs that beat me in my head
It was something like...



esta merda nao me deixou por fotos nao sei porquê.amanha remonto.

domingo, junho 29, 2008

Party ON!!!!

demencial

entao é assim: temos uma musica fixe,eu e o meu amigo temos cara de malucos...vamos para o computador ali da sala,e aproveito a minha cara de maluco e faço eu o videoclip,o meu amigo fica atrás de mim aos saltos e a mexer a cabeça e pronto.parece-me plausivel.
epa as coisas que se encontram no youtube,mas isto é brutal,hao-de reparar que nem se canta a letra, é so tar ali sentado e a magia surge no ar!Bru-Tal!



It's cold and it's
Smooth and it's
A hard shade of white
And everybody needs to lick the surface clean

But it never tastes better
White blooms to white and
freezes white again

Close it before something crawls in
Commit it, leave it, get away...
we always

Drop our good side

Being good gets you stuff
Being stuff gets you good
Good stuff gets you being
And wheelin' and dealin' and squelin'

Shit lives forever!

They have no legs, but chase us anyway
Wipe the shadow of your best friend
Gave birth to something we don't want to be
We drop our good side

Eat is just as deep as you can fuck it
So cough it up or go down
And there's only one thing that separates

A man...

Shit lives forever

We'll retire with the turd on our lips Under a pair of knowing eyes
I'm gonna take a few down with me
And drop my good side
You can't kill it
Take if from out drummer, "Puff"

Being good it gets you stuff.
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