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terça-feira, fevereiro 25, 2014

quinta-feira, fevereiro 20, 2014

new day big man





congrats jmmy fallon.




é um bacano este camarada

quarta-feira, fevereiro 19, 2014

no Público. Para todos verem/lerem.

Ontem, o meu pai foi-se embora. Não vem e já volta; emigrou para o Recife e deixou este país, onde nasceu e onde viveu durante 65 anos. A sua reforma seria, por cá, de duzentos e poucos euros, mais uma pequena reforma da Sociedade Portuguesa de Autores que tem servido, durante os últimos anos, para pagar o carro onde se deslocava por Lisboa e para os concertos que foi dando pelo país. 

Nesses concertos teve salas cheias, meio-cheias e, por vezes, quase vazias; fê-lo sempre (era o seu trabalho) com um sorriso nos lábios e boa disposição, ganhando à bilheteira. Ontem, quando me deitei, senti-me triste. E, ao mesmo tempo, senti-me feliz. Triste, porque o mais normal é que os filhos emigrem e não os pais mas talvez Portugal tenha sido capaz, nos últimos anos, de conseguir baralhar essa tendência. Feliz, porque admiro-lhe a coragem de começar outra vez num país que quase desconhece (e onde quase o desconhecem), partindo animado pelas coisas novas que irá encontrar. 

Tudo isto são coisas pessoais que não interessam a ninguém, excepto à família do senhor Tordo. Acontece que o meu pai, quer se goste ou não da música que fez, foi uma figura conhecida desde muito novo e, portanto, a sua partida, que ele se limitou a anunciar no Facebook, onde mantinha contacto regular com os amigos e admiradores, acabou por se tornar mediática. E é essa a razão pela qual escrevo: porque, quase sem o querer, li alguns dos comentários à sua partida. Muita gente se despediu com palavras de encorajamento. Outros, contudo, mandaram-no para Cuba. Ou para a Coreia do Norte. 

Ou disseram que já devia ter emigrado há muito. Que só faz falta quem cá está. Chamam-lhe palavrões dos duros. Associam-no à política, de que se dissociou activamente há décadas (enquanto lá esteve contribuiu, à sua modesta maneira, com outros músicos, escritores, cineastas e artistas, para a libertação de um povo). E perguntaram o que iria fazer: limpar WC's e cozinhas? Usufruir da reforma dourada? Agarrar um "tacho" proporcionado pelos "amiguinhos"? Houve até um que, com ironia insuspeita, lhe pediu que "deixasse cá a reforma". Os duzentos e tal euros. Eu entendo o desamor. Sempre o entendi; é natural, ainda mais natural quando vivemos como vivemos e onde vivemos e com as dificuldades por que passamos. O que eu não entendo é o ódio. O meu pai, que é uma pessoa cheia de defeitos como todos nós – e como todos os autores destes singelos insultos –, fez aquilo que lhe restava fazer. 

Quer se queira, quer não, ele faz parte da história da música em Portugal. Sozinho, ou com Ary dos Santos, ou para algumas das vozes mais apreciadas do público de hoje – Carminho, Carlos do Carmo, Mariza, são incontáveis – fez alguns dos temas que irão perdurar enquanto nos for permitido ouvir música Pouco importa quem é o homem; isso fica reservado para a intimidade de quem o conhece. Eu conheço-o: é um tipo simpático e cheio de humor, que está bem com a vida e que, ontem, partiu com uma mala às costas e uma guitarra na mão, aos 65 anos, cansado deste país onde, mais cedo do que tarde, aqueles que o mandam para Cuba, a Coreia do Norte ou limpar WC's e cozinhas encontrarão, finalmente, a terra prometida: um lugar onde nada restará senão os reality shows da televisão, as telenovelas e a vergonha

Os nossos governantes têm-se preparado para anunciar, contentíssimos, que a crise acabou, esquecendo-se de dizer tudo o que acabou com ela. A primeira coisa foi a cultura, que é o património de um país. A segunda foi a felicidade, que está ausente dos rostos de quem anda na rua todos os dias. A terceira foi a esperança. E a quarta foi o meu pai, e outros como ele, que se recusam a ser governados por gente que fez tudo para dar cabo deste país - do país que ele, e milhões de pessoas como ele, cheias de defeitos, quiseram construir: um país melhor para os filhos e para os netos.

 Fracassaram nesse propósito; enganaram-se ao pensarem que podíamos mudar. Não queremos mudar. Queremos esta miséria, admitimo-la, deixamos passar. E alguns de nós até aí estão para insultar, do conforto dos seus sofás, quem, por não ter trabalho aqui – e precisar de trabalhar para, aos 65 anos, não se transformar num fantasma ou num pedinte – pegou nas malas e numa guitarra e se foi embora. 

Ontem, ao deitar-me, imaginei-o dentro do avião, sozinho, a sonhar com o futuro; bem-disposto, com um sorriso nos lábios. Eu vou ter muitas saudades dele, mas sou suspeito. Dói-me saber que, ontem, o meu pai se foi embora. 


http://www.publico.pt/cultura/noticia/carta-ao-pai-1624299


quarta-feira, fevereiro 12, 2014

quinta-feira, janeiro 16, 2014

segunda-feira, janeiro 06, 2014

sexta-feira, dezembro 27, 2013

algo a fazer em 2014.



Grande camarada Amorim.
Grande exemplo.

sexta-feira, dezembro 20, 2013

etiquetas



diz que é à séria. não um blockbuster de propaganda. adoro estes bons filmes. boas criticas, diz-se por aí.


Feliz Natal! (again)


feliz natal :)




sábado, dezembro 14, 2013

sexta-feira, dezembro 06, 2013

c'mon Boston!


Este ano estamos a crescer e bem. O "processo" está á frente das "vitórias", e isso tem dado muito e bons resultados. Temos muito para crescer, somos os celtic's, nunca vamos jogar para perder. temos jovens talentosos, uma baixa tabela salarial, temos boas escolhas de draft's, um treinador jovem pronto a marcar uma época, e mais que nunca temos os adeptos unidos.
Jamais aconteceu isto, uma equipa assumir que nao vai ganhar tanto, super management a entregar antigas glorias e a fazer um rebuilding á séria. a verdade, é que este ano corremos o risco de ir aos play-off's, vale o que vale,  mas acho que com tanta gente "mal" (NETS, KNICKS são um exemplo) a East conference está mais estranha do que nunca.
É tempo de viragem, e se ha quem esteja na linha da frente somos nós. FreeAgent's a olhar com outros olhos, massa salarial para aplicar, draft's para negociar...
Go Boston!

obs: temos tempo para o nosso All-Star Rondo recuperar, nao ha pressa, a equipa evolui, ganhamos, perdemos, aprendemos...2015 pode ser um novo ano, 2014 nao será em vão, mas as bases estão a ser lançadas e isso empolga qualquer adepto.

btw, Miami é merda.

wise man


quinta-feira, novembro 28, 2013

Enzo , 35.


Número estranho. Sem historial, jogador que apareceu com curriculo nas Pampas mas com muito por mostrar..
hm.. baixo, não muito rápido para aquela posição, ainda fez uma birra que nao queria vir para a europa, encontra uma lesão grave no joelho e volta para as Pampas..o Amorim por menos foi recambiado para Braga. Afinal eram dois exemplos e duas sentenças..olhei com soslaio para este rapaz.
no entanto, medio centro, (hum? Witsel?)..nada a ver, começa a crescer, passada curta, bom de bola, raça demolidora, uns golos, nao falha muito, faz o seu trabalho, fazer jogar, como se a posição que ocupa lhe desse humildade, irrita-se, grita, puxa, festeja, é louco, tem brio..gosto destes jogadores loucos.
Tem bom passe, põe a inteligencia a funcionar a frente e nas costas (quando é preciso) do gigante sérvio. Realmente fazem-nos pensar que pouco nada percebemos quando (e este post já vem com um ano de atraso) um 7 e um 8 fazem dois optimos 6's e 8's...
Mas mais importante que tudo, a meu ver, é que ali reencarna-se a alma benfiquista, olhos nos olhos seja de quem for..sabemos que aquele 35 vai dar tudo, correr até á morte, perder bolas, ganhar na raça, antes quebrar que torcer. é so isso que pedimos.
és Grande Enzo.
eu, que nunca comprei a "camisola" por mil motivos, por respeito ao meu Vitoria, admito que depois do Thern, é esta a fera que elejo. David Luiz, Javi, Witsel, houve alguns que estiveram perto, mas pelo caso irónico e singular, pelo carácter que por vezes nos faz gritar, protestar, pelo carácter que fica nas quatro linhas, parece-me que será este ano que a compro.
35, Enzo.

quarta-feira, novembro 27, 2013

terça-feira, novembro 19, 2013

sábado, novembro 09, 2013

quarta-feira, outubro 30, 2013

C'mon Boston!!!

este ano será o ano 0, novo coach, (super Brad Stevens), novos putos, "rebuilding e nao tanking".
somos os Boston, somos sempre candidatos a uma grande época.

Não será facil, e sabemos que será o ano bastante dificil. 

não teremos os holofotes mas vamos preparar o futuro para conseguir dominar umas boas épocas.

ninguem sabe, mas há confiança.

o sucesso é bastante subjectivo, mas vamos em busca das vitorias.

Pierce e Garnett foram reis, mas o clube será sempre o mesmo.

go Celtics!!

Celtic Pride.

future prochaine! (hope so)


terça-feira, outubro 29, 2013

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