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sexta-feira, setembro 04, 2009

taciturno vindímico

sem medos..sem temer inédito de escrever num pós vindimas aqui estou. sem lembrar as más energiss de uma noite conturbada,sem reluzir as luzes que me disseram nao saias de casa..aqui estou. cansado de tais dores,de sentir más energias me confesso. talvez seja tudo meio taciturno,talvez este texto seja o mais redondo de todos. Talvez que mostre mais ruas vazias que alguma vez mostrei.
nao que a conjuntura assim o mostre,mas que o sinto. o momento como outro qualquer. doi-me e pronto.
Dias de festa,musica,alegria,vinho e...foi. Por isto,isto,e aquilo tambem de alguma forma. regardless of they say..how can they feel this moment,from this moment...this wrong.


nao que o vinho torne os copos totalmente ébrios,mas que as almas se veiculam por isso mesmo. sem apelo nem agrave tudo sobressai,creio.
passear,andar,ouvir,falar,abraçar mas..que somos meras máscaras sociais que nada dizem. uns mais transparentes outros nem por isso.
se houvesse motivo para aqui estas ás 4 e 30 numa noite vindimica,seria a dor que muitos podem sentir,nao uma dor visivel aos olhares menos observadores,mas aos que sentem...aos que cerram o olhar e nada lhes sai por dizer.andar...caminhar, vêr..estar fora em textos redondos..senti em antemao que iria acabar aqui. juro..
má energia,levemente mudou mas...logo vi como seria. Agredido,insultado,...restou A,B e C ...revoltei-me em D..com razao,sem razao.com dor,sem dor. estou cansado.

multidões onde conheço todos e nem uma palavra me sai naturalmente.
estou farto de máscaras,nao as quero mas..estao meio agarradas á cara. Realidades e evidencias,racionalidades que contrapôem sonhos ou devaneios. De nada valem.
...
sem sentido isto tudo,mil palavras que faltam por dizer,nao ouso falar em perdido,tristeza,vontade,chorar ou coisas assim.nao posso.nao me atrevo,nao seria verdadeiro para os meus,digo apenas que o vejo de fora,que como sempre percebo.Intuiçao ou nao,vi e reparei e saí.
como sempre,saí de cena.
estou cansado.
obs: nao chega a se-lo..mas um desamor é sempre um desamor..(desamôr?)..

farto que me vejam de uma forma que nao sou. quadrado,futil,burro,obtuso,parvalhao,"don juan" como hoje me chamaram...


dava tudo para que nao me vissem como me sei que olham para mim.
ja chega..
04.37

1 comentário:

Anónimo disse...

O bom do abstracto, ainda que «literário» é dar asas à imaginação de quem lê...Ainda que não saiba verdadeiramente a que realidade (concreta) te referes – porque não te “conheço” –, lançando mão da prerrogativa da «livre interpretação» e permitindo-me a mim mesma ousar (eventualmente não deveria) opinar, eis o que te digo:
Parece que os tens (medos), mas que optas por lhes fazer frente e ‘estar aí’ a escrever, ainda que implique – ao contrário do que dizes - lembrar as más energias e fechar os olhos para que o brilho fique escondido e não revele o que antes havia ‘dito’ – escolher não lembrar é na mesma pensar e se fechas os olhos para não ‘ver’ há sempre um vestígio que entra, o mesmo que te fez fechá-los…

O que se apodera do corpo não é o vinho creio… o que ‘transparece’, sob o escudo de Moscatel ou de outro, não é estranho às próprias pessoas, é, na minha opinião, o que são. De forma mais ou menos consciente, as pessoas dizem o quem dizem e agem como agem e nenhuma substância deverá desresponsabilizá-las. As revelações poderão, por vezes, não ser as que mais gostaríamos, mas outras há que nos surpreendem pela positiva!
Pergunto: a “máscara social” está sempre posta? Se pensas que sim, discordo. Acredito que ainda há pessoas que se mostram tal e qual como são e não pretendem ser ou parecer (que são) cousa diversa – as que a usam não interessam.
Quem sou eu…mas digo-te ainda assim, se dela estás farto, dela te deverás livrar, esteja na tua cara ou na de outros…
Já o poeta é também fingidor, conseguindo mesmo fingir a dor que na realidade sente… (Autopsicografia, Fernando Pessoa)
Porém, a “dor fingida” (mas verdadeira) não pode por muito (tempo) ser escondida… “sei” (na medida em que “posso” “saber”) que sentes o que sentes, não apenas porque o dizes, mas porque (uma vez mais espero que me perdoes a ousadia) vi que sentias o que interpreto sentires…num olhar apenas, num suspiro reflectido pelos teus olhos…espelho da alma, que não finge, nem mente.
Ainda que não haja (ou haverá?) “pacto sincero entre homem e leão, lobo e cordeiro” (Ilíada, Homero) não nos podemos colocar a priori perante tais pactos impossíveis, o ser humano “não pode” ser, por natureza, ‘desamoroso’ – mesmo que um desamor seja sempre um desamor….
Porque, como diz um grande poeta, “tudo vale a pena se a alma não é pequena”, perante a adversidade não desistas, nem te deixes vencer pelo cansaço, ri! Como li, «pain is deeper that all thought; (but) laughter is higher than all pain», (because) «laughter gives us distance, it allows us to step back from an event, deal with it and then move on!»
Quanto à ‘absência’ de sentido…quem sabe o sentido não seja a sua própria ausência… e quanto ao choro… (‘até’) Zeus verte lágrimas das nuvens…
Não sei como “sabes que olham para ti”, mas eu olhei e não te vi «quadrado, fútil, obtuso, parvalhão», nem «“don Juan”».
M.
p.s. não dês nada…quem está mal não é quem “é”, mas quem “te vê” como dizes que te “olham”.

Ainda que seja “ridículo” pedir desculpa, tenho de o fazer… pela ‘intromissão’ e pela absoluta falta de capacidade de síntese…

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