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segunda-feira, maio 19, 2008

40ºMensagem


00.05 , 40ª mensagem. nao que seja muito mais que um simples numero,mas pode significar algo. Afinal,tudo tem sempre o seu significado,como se fosse a plenitude da origem das linguagens(como o filme)..a origem de tudo,o motivo,a razão,o porquê. E hoje o porquê é simplesmente um estado de dormência que me assolou. Dia complexo,pode ter sido o primeiro de muitos , pode ter sido mais uma ansiedade que de nada me valeu. Não. Não quero. ao contrario da musica, "i want to hold this thing."(Over,Portishead). fico como que embevecido pela janel que se entreabriu,como se passasse cada instante a por as mãos nas janelas e a fazer uma força tremenda para que se abram..como se fosse a unica coisa que soubesse fazer apesar de dia após dia cada uma delas se fecharem ao sentir os meus dedos. Mas não..não será desta. Desta vez vou tocar, vou agarrar,vou forçar, vou abrir,vou escancarar,vou esventrar com todas as minhas forças e deixar que a Luz entre de uma vez por todas. Não quero ouvir o que os fantasmas me dizem, o que os fantasmas me pedem,chega.. Sem sobressaltos vou agarrar naquele portão verde e enferrujado e abrir com uma vontade tremenda. Vou bater no muro, vou ouvir o barulho dos portões a abrirem-se até nunca mais os ouvir correr.(do sinonimo "fechar"). vou!
Não vou ovuir negar nem mais um dia, que esqueceu,que passou,que nao se sente mais no peito,nunca mais.nao,isto nao sao os desafinados que também têm coração,mas é lá perto,se adivinharem eu depois dou um rajá.
Depois de abrir os portões verdes e enferrujados,vou para as praias desertas que me esperam,vou passar uma manhã na praia onde as pegadas nao chegaram,quero uma praia numa manhã cinzenta,sem nada.com espaço para tudo. nao sei onde é essa praia,mas sei que está por aí, tem de estar..ora se nao fosse nao tinha por ela mesma a sua razão,o seu significado,o seu motivo. textos redondos ficam sempre bem.
sabe-me bem andar a pé,tenho saudades de andar a pé, sem pressas,sem frio nem calor,sentir que estou a andar,que sou eu que me movo,que tudo vai passando. estrahas contradições, ora o desejo de abrir tudo,ora o desejo de estar onde nao se esteve,ora com a luz,ora com o cinzento de uma manhã de outono na praia, ora com a vontade rectilinea de um texto absurdo e redondo.não importa,"sentir,sinta quem lê". não se trata de nenhum foguete lançado por um barco sozinho no mediterraneo,ninguem se perde no mediterraneo,eu nao saiu do meu mediterraneo,eu estou sempre na minha rua,simplesmente apago,zarpo. Mas quis ficar.
00.20
obs: se o portão se fechar por alguma razão.eu encontro outro.é o que faço.

2 comentários:

Filipa disse...

Não queiras partir para uma qualquer viagem, uma qualquer praia deserta, porque sim. Esses conflitos interiores que te turvam a mente e te prendem os movimentos, estão fechados para lá de uma porta que, essa sim, temes abrir.

Tenho quase a certeza que as janelas estão quase entreabertas, o sol lá fora brilha, e que as tuas mãos encostadas ao vidro apenas o tocam sem lhe imprimirem nenhuma força.

Por isso fica, e se não conseguires abrir essa janela por algum motivo, abre outra. É assim que fazes. É assim que tem que ser.

o mesmo de sempre. disse...

nao é uma qualquer..a praia deserta e o portao estão já ali, eu conheço-as. Nunca lá estive,nunca la passei muito tempo,mas parece que as conheço desde sempre.

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