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segunda-feira, outubro 12, 2009

Budapest.(com palavras,nao muito inspiradas)






contrastes.inúmeros! Cidade que foi otomana,romana,austro-hungara,com muitas fronteiras, encontrei uma Budapeste cheia de influencias mas que acabei por senti-la docemente cosmopolita.
A principio nao me cativou,cidade meio"fria" que nao te arrebate o coraçao, (nao sei se o termo existe ou nao),muitos monumentos,muitos edificios gigantes,o danubio a passar meio indiferente,algo que está ali ja faz séculos,e tu és um simples humano de passagem.
Foi um pouco isso,uma cidade que é por si só. Que se apresenta,que é aquilo e que nao mudará. Fiquei com dúvidas do encanto. Passados dois dias,depois de quilometros e quilometros a andar,a perder-me pela cidade, a percepcionar as mil imagens que me surgiam pela frente comecei a entender esta linguagem.
Há quase um pacto social,um segredo quase, as pessoas vivem em Buda, e a Peste explora-se,o Turista e quem está a explorar que viva por lá.. Se formos ver com os olhos errados,só iremos ver as casas de jogo,as casas de strip,os turistas meio vazios,os bares e os pub's quadrados,uns quantos monumentos,uma imensidao de "prédios" cheios de historia e esgota-te..
mas quem vê por outros olhos, encontra as livrarias,encontra os espaços publicos de uma sociedade cosmopolita,dos museus cheios,dos miudos na rua com os instrumentos,dos lagos,dos largos onde se acaba um dia de trabalho a fumar uma cigarrilha enquanto se troca um abraço. Num sol que resplandece na arte que está espalhada por todo o lado.
Andar,conhecer estes contrastes é o que em piada,e Budapeste tem isso mesmo,é preciso dar o click,aprender a gostar dela. Sair do banal, ir aos cafés,ir ao mercado,sair das ruas que nada tem a ver com aquela cidade. é ir aos bairros,aos mini mercados cheios de cores e sabores, do"viver" com petiscos "europeus", de conversar,muito conversam eles.Nao se grita na rua,nao se passa fora da passadeira,lê-se imenso,é uma cidade com segredos, tal como é Buda,onde se vive com calmia e com serenidade,ha um sentido comum do que é bom ou nao. Tal como o nao pagar electrico onde todos sabem mas nao comentam. Sao para se guardar esses segredos. entendem?as travessas,os largos fora das ruas principais com restaurantes soberbos tapados por umas quantas árvores,do bar com um som brutal onde passas todos os dias ,e nem te apercebes que é ali o underground da cidade.
Se fores como turista ,deverá ser a cidade mais banal do mundo,onde em 3 dias tudo se esgota,se fores viajante,irás conhecer mais. Cocktail de mil culturas, de um "comunismo" que de certa forma deixou alguns bons hábitos.
Pessoas nada burras, pessoas com sentido ético,com viver de qualidade,com muitos turcos,romenos,alguns russos,alemaes a podrificarem um pouco o ambiente,mas que pelos Húngaros ha muito que tinham sido postos de lado.
E é isso,é saber por de lado o banal e olhar de forma realmente da cidade,e nao como quem vem de fora.
O mercado,os teatros,as pontes,o rio,os museis,as óperas,os jardins,os lagos,as estatuas,o degustar o momento,o sêr cosmopolita. Nao sei se consegui dar uma noçao bem real da contradiçao do que é a cidade que conheci em 7 dias,mas gostei. é isso que digo.vale a pena.

1 comentário:

M. disse...

“Docemente cosmopolita”, lida a expressão invadem-
-me inúmeros pensamentos. Pode querer dizer tanta coisa…o termo ‘cosmopolita’, por si só, para mim é de difícil definição, acrescentando-lhe o advérbio então :) Imagino Budapeste, pela tua descrição, como cidade (duas) que sofreu influências (e tantas! como dizes, passou por várias “mãos”...), mas que não se notam de forma bruta, que não se distinguirão, que se unem de uma forma suave, que se harmonizam, aliando buda e peste.
Parece que não é só o ‘cosmpolitanismo’ (palavra que não existe de certeza lol) que é “doce”, também o prazer foi suave, ameno.
Realço a diferença que apontas entre o turista e o viajante, que, aliás, subscrevo inteiramente e (acrescento) não creio que se aplique apenas a Budapeste, antes a qualquer cidade. Viajar enquanto turista, renunciar a perder-se pelas ruas e ruelas, é negar-se a conhecer, conhecer mesmo, é saber apontar os principais monumentos, os “spots turísticos”, mas e sobre o sítio?
Ainda que vulgar (a expressão), quando viajo tento sempre ser “romana em Roma”, ver a vida tal como ela é vivida e tentar, ainda que por um curto período de tempo e na medida do possível, vivê-la como vivem. Tentar confraternizar, indagar, interrogar, aprender…
Não nego o ‘fazer’ aquilo que é ‘tipicamente’ turístico, mas pela graça, não pelo prazer propriamente dito.
Aparentemente terás feito o mesmo… foste – [ainda que sob a forma tentada :)] pelo que dizes e (exclusivamente) na minha opinião (i.e. a ideia com que fico lol) – como Sócrates se afirmava ser: um cidadão do mundo.
Posso, axiomaticamente (lol), estar redondamente enganada…já a minha falta de poder de síntese é indubitavelmente axiomática! (desculpa…)
M.
p.s. fizeste-me lembrar Paris e ‘chorar’ de saudade..

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