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sexta-feira, abril 17, 2009

Viagens de Sonho.










Tizziana e Ricardo, viajantes solitários.

Cruzamo-nos com Tiziana e Ricardo num dia quente em Sevilha, também eles andavam a viajar de Vespa. Nós íamos para o Sul e eles regressavam a casa. Titti e Ricky contam que gostam de viajar com as suas Vespas pelas estradas mais idílicas do Sul da Europa, mas não deixam de sonhar com a mítica Route 66. Eis uma entrevista, onde se fala de câmaras-de-ar, gasolina cara e muita paisagem que ainda não está adulterada. E um exemplo de como se pode viajar muito com pouco dinheiro. Sempre de Vespa...


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Pertencem a algum Vespa Clube?
Titti: Si, eu pertenco ao Vespa Club “I Leoni di Bregano”.
Ricky: e o meu é o Vespa Club Genova.

Quero saber mais coisas sobre os vossos Vespa Clubes.. Que tipo de actividades fazem e com que frequência? Quanto membros têm?
Titti: O meu Vespa Clube não tem muitos membros, pois é muito recente. Devemos ser uns 50, mas todos conhecidos uns dos outros. O ambiente é amistoso e quando nos encontramos existe sempre aquela boa disposição. Este ano, estão a organizar o Vespa Meeting Trial, um evento inter-regional entre o Vespa Racing Team e a Gymkhana Cham.
Ver aqui.
Ricky: O meu Vespa Clube, é um dos mais importantes em Génova. Tem cerca de 500 sócios, mas tu sentes que não fazes parte de coisa alguma, ninguém se importa contigo...tem muitos sócios, mas dá-me a ideia que a maioria deles fez-se sócio para obter discontos nos seguros das Vespas.

Aqui em Portugal, como no mundo, existe aquela imagem romantica de Itália. Terra-mãe da Vespa, a fabrica Piaggio...uma certa mitificação sobre a própria Vespa e os italianos. Ainda existem Vespas a preços acessíveis em Itália?

Depende da tua sorte. O Ricky adquiriu a sua Vespa PX 125E Arcobaleno (1986) de borla, porque pertencia a um senhor de idade e já não a usava. E ofereceu-a, simplesmente!
Eu, comprei a minha PX 125E (1984) em 2005 e paguei 300 euros por ela! Tinha 11,000 km e estava como nova. Uma verdadeira pechincha, pois o preço real custa entre 800 e 1,000 euros.
Podes encontrar Vespas antigas: por exemplo a 150 Sprint Veloce, entre os 2,000-3,000 Euros; a 200 Rally pode ir dos 4,000-5,000 Euros; ou uma 150/160 GS pode custar 6,000 Euros. Tudo depende da condição/estado da Vespa, sua idade e do seu restauro.
Em Génova, encontras facilmente Vespas, dos anos 70, nas ruas. A maioria em mau estado de conservação. Mas é muito fácil encontrar uma Vespa, compra-la e restaurar a mesma, quer de motor ou fazer uma nova pintura.

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Nestes últimos 4 anos, vocês têm viajado de Vespa por Itália. E mesmo por França , Espanha. Contem-nos alguns episódios engraçados que tenham vivido nestas viagens?

Em 2004, saímos de Génova, e pela primeira vez viajamos de Vespa, fomos para a Sardenha.
Apanhamos um ferry e já na ilha percorremos 1600 km sempre pela costa, durante 2 semanas.
Sentimos que viajámos muito. Foi a nossa primeira experiência, mas adorámos cada minuto. E após isso, decidimos que está era a maneira ideal de passar umas férias de Verão inesquecíveis.

De facto, no ano seguinte, decidimos ir até Barcelona, partindo de Génova. Fizemos 2,900 km em 23 dias na Vespa do Ricky. Seguimos pela costa, desde França e Espanha. Onde visitamos todas as cidades francesas junto ao Mediterraneo, e algumas do interior. Já em Espanha, tivemos alguns problemas, devido ao mau tempo. França é um dos melhores países para viajar e fazer campismo, pois tem imensos campings a preços muito acessíveis. Podes pagar 5/19 euros, tudo incluído!. E além disso, viajar nas estradas francesas é muito mais seguro que em Espanha.

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Em 2006, decidimos ir até ao norte de França, a zona da Bretanha, Normandia e os famosos castelos ao longo do rio Loire, mas apanhamos o comboio de Nice para Paris, pois iria nos tirar muitos dias a chegara lá de Vespa. Saimos de Paris, e passamos 30 dias a viajar onde fizemos 3.500 km. Seguimos na estrada sempre junto ao Rio Sena, alcançando o Le Havre e depois viajando pela costa
da Normandia e da Bretanha. Depois fomos em direcção a Paris novamente, mas desta vez seguindo as margens do rio Loire, região famoso pelos seus fantásticos castelos.
Infelizmente, o tempo não esteve amistoso em França: choveu durante 28 dias nos 30 que estivemos por lá. Tivemos que comprar roupas quentes porque estava muito frio. A temperatura durante o dia ronda os 15º-17º.
Então, no Verão de 2007, nós decidimos ir a Espanha, porque queriamos uma viagem com sol e temperaturas quentes. Apanhámos o ferry em Génova, para Barcelona, e daí partimos sempre pela costa em direcção ao Sul e alcançamos o Cabo de Gata, onde conseguimos ver um local bonito pela primeira vez. Porque todo o litoral da costa mediterranica espanhola conseguiu se tornar num lugar horrível: cheio de arranha-céus, turistas a mais, condutores enfurecidos que estão nas tintas para a condução lenta da nossa pequena Vespa. Ficamos em choque com as cidades e as pessoas, mas por sorte, o sul de Espanha consegue ter alguns paraísos perdidos, e onde podes conhecer a verdadeira e profunda Espanha. Nós visitámos Ronda, uma das melhores estradas por onde andámos, de Yunquera para Ronda, onde se passa pelas montanhas, estradas sem carros e pequenas e acolhedoras vilas. Depois seguimos para Gibraltar, Cadiz, Sevilha, Cordoba e Granada. Em Sevilha, conhecemos o João e a sua namorada – num camping manhoso e cheio de ratos - os primeiros vespistas após 3.000 km percorridos. Um dos melhores momentos desta nossa jornada. É fantástico encontrar pessoas que partilham a mesma paixão e ver como a Vespa se mantém tão acarinhada à volta do mundo. Em Espanha, os parque de campismo são caros (20-30 euros “tudo incluído”), e os espanhois que conhecemos – nem todos eles, claro! - são pouco amistosos para os turistas que viajam sem os chamados “big campers”. Nós normalmente gostamos de viajar pelas estradas secundárias, porque aí podemos encontrar as melhores paisagens, mas em Espanha, é um pouco difícil porque todas estradas vão dar a uma estrada principal, sempre com muito mais movimento e que se torna mais perigosa. Depois de 35 dias e uns 4.500 km, regressamos a Barcelona e novamente apanhámos o ferry para Génova.
Neste Verão de 2008, estamos a planear ir a França novamente e visitar a parte central da mesma. Vamos, desta vez com duas Vespas, Eu (Titti) vou na minha e o Ricky na dele!. Estamos desejosos para partir.

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Qual foi a melhor cidade que visitaram? E o melhor restaurante, perdido naquela pequena vila?



Sardenha 2004:
É difícil dizer, porque a Sardenha é uma pequena e bela ilha e qualquer estrada que tomas pode-te levar a descobrir locais e paisagens fantásticas. As pequenas vilas onde o tempo parou a 100 anos atrás.

a) a cidade murada de Alghero a noite, com as suas luzes laranja.
b) a ilha de San Pietro (Carloforte).
c)a estrada que liga Cagliari a Villaputzu, a SS 125, deslizar na estrada e pensar no nada, mais de 70 km.
d) Genna Silanu: uma pequena estrada atravês das montanhas onde podes encontrar ovelhas e porcos em plena estrada, e onde encontramos um vespista – Enrico de Milão – que ia para Cagliari.
e) Porto San Paolo: praias de sonho, areia branca e agua azul clara, mais abaixo e de frente para a Ilha de Tavolara e do Cabo Coda Cavallo, uma zona residencial rica, que tem umas pequenas praias de rocha, ventosas e repletas de surfistas.
Podemos dizer que claramente, a Sardenha merece uma visita, pois é deslumbrante – excepto o norte da ilha (Costa Smeralda) que é igualmente bela, mas infelizmente cara.

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Génova- Barcelona 2005:
Não gostamos da primeira parte da viagem, da parte francesa – cidades de Mentos, Nice e Monaco, - não é o cenário que mais gostamos. Pensamos que agrada certamente aquelas pessoas que gostam de se exibir como ricos que são...
Eis os locais que gostámos:
a) Cap de l’Esterelle e as suas rochas vermelhas;
b) Port Grimaud – perto de St. Tropez – e a sua paisagem campestre;
c) Presqu’île de Giens e a Ilha de Porquerolle, reserva natural onde apenas podes ir a pê;
d) Cassis e a Route des Crêtes, um pinhasco junto ao mar – 400 m de altura – and the Calanques of Cassis, onde so podes ir a pê…é um pouco duro, mas belo pela paisagem.
e) Camargue e Bouche du Rhone, onde descobrimos uma fantástica vida selvagem, com cavalos selvagens, bandos de flamingos rosa, touros e campos verdejantes – mas também muitos mosquitos.
f) Baux-en-Provence, uma cidade que fica sobre uma rocha branca e onde provamos deliciosos croissants. Se forem a França, parem e provem os famosos croissants – feitos de manteiga com sal – ficam o dia todo a comer croissants!!
g) The Canal du Midi e Carcassonne, uma bela cidade murada rodeada por região pitoresca.
h) Montolieu, para aqueles que gostam de livros, porque tem mais livrarias que habitantes.
i)a estrada entre Carcassonne to Perpignan (D 118 – D 117). Vale a pena percorrer a pequena estrada serpentada sobre as rochas e os seus túneis.
j) Girona: cidade muito bonita, onde alguém do Scooter Club local deixou uma mensagem na nossa Vespa.
k) Barcelona – pois claro! – porque se viajas para lá de vespa, podes ir a qualquer ponto da cidade ou estacionar nas Ramblas. Nós não podemos dar algum conselho ou dica sobre restaurantes porque não somos clientes assíduos, normalmente preferimos fazer as nossas refeições no nosso camping gaz, porque é muito mais barato e quando se viaja durante 30 dias tem de se poupar algum dinheiro.

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O Norte de França 2006:

a)Giverny: Visitar a casa/museu de Monet e o seus jardins, um local onde tudo respira a pintura impressionista;
b)Ertrat e as suas colinas brancas;
c)Honfluer;
d)Mont Saint Michel (mágico!): ir a um café local e provar uma cidra.
e)Saint Malo: a não perder de vista, a maré e a mudança visual que a mesma provoca na paisagem. Para aqueles que apreciam literatura francesa, ir ao Grand Bé, uma pequena ilha em frente a cidade murada, onde dorme Chateaubriand. obrigatório provar a doçaria local e a famosa cerveja bretã.
f)Dinan e as suas casas Bretãs, aquelas com a estrutura e fachada de madeira.
g)Cap Fréhel e o seu farol, flores rosa e campos verdejantes que se estendem até ao mar.
h)Perros Guirec (Plouhmanac’h) e as suas rochas rosa (até o Farol é cor-de-rosa!);
i)Sillon de Talbert;
j)Roscoff, se gosta de cebolas este é o local onde se encontra as melhores cebolas de França!
Pedir um crepe numa crepérie típica no centro da vila, e goze o momento!
k)Cap du Van e Cap du Raz e as suas altas colinas e paisagem natural: se conseguires abstrair de todo o movimento turístico, podes usufruir da paisagem natural das colinas.
l)Carnac e os seus dolmens, se gostas de locais míticos. Ali sentes que fazes parte de uma história muito antiga;
m)O Parque de Campismo em Port Chateau (Au Bois de Beaumard) ; sugerimos este, porque parece tirado de um sonho (e muito barato, também!), cheio de pássaros e animais de espécie rara. Aqui pode-se disfrutar do silêncio do campo.
n)Os castelos ao longo do Loire. Nós visitamos o castelos de Chenonceaux. Merece uma visita, apesar da entrada no mesmo, não ser muito barata! Aqui encontramos dois amigos de Itália (Paolo e a Monique) que estavam a fazer o mesmo percurso que nós. Mas eles iam de bicicleta: chapeau!

o)Talvez a melhor aventura destas férias tenha sido a ida ao Euro Disney com a nossa Vespa: tivemos de apanhar a auto-estrada, era a única maneira de lá chegar...e foi perigoso!

Apesar de tudo, andar em Paris de Vespa é um dos nossos melhores momentos destas férias. Podes ir a qualquer local da cidade, podes estacionar a Vespa em qualquer local (nós estacionamos mesmo em frente a Notre Dame!)
O problema em França é o mau tempo, mas se não tiveres medo disso, vais concerteza adorar as paisagens francesas.

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O Sul de Espanha 2007:
a)Cabo de Gata (Playa de los Genoveses – a pé) e a sua paisagem desértica: parece que estamos em pleno filme Western. Cuidado: o sol é mesmo escaldante!

b)Younquera: a estrada para Ronda é uma das fantásticas que viajamos até hoje. Do deserto, entras numa estrada de montanha e passas por pequenas vilas escondidas nos vales e escarpas.
c)Ronda e a sua ponte e a estrada para Gibraltar: apenas touros e campos a perder de vista;
d)Gibraltar de Vespa:
Subir até ao Upper Rock e dali até Ape’s Den e saborear a vista e os macacos sem rabo, nem vergonha (cuidado que eles são mesmo selvagens!)
e)Tarifa e a sua linha de costa até Chipiona (Costa de la Luz) entre parques naturais e praias, um must sobretudo se tiveres sangue surfista!
f)Em Chipiona existe um camping muito barato – é mais uma pousada de juventude, mas com tendas (6.50 Euros por pessoa/dia). Tendas com confortáveis camas e com pequeno almoço incluido. Em Chipiona, na praça central da vila, podes provar umas tapas por pouco dinheiro.
g)Cadiz e Jerez de la Frontera valem a pena a visita se quiseres provar o famoso vinho da região, mas evitar ir aos domingos pois todas as bodegas estão encerradas.
h)Sevilha, uma cidade mágica onde encontramos os nossos amigos Vespistas portugueses Xavier e Dani.

Cordoba e Granada: vale mesmo a pena uma visita pelos locais históricos!

i)Em Sevilha, podes disfrutar de um show de Flamenco por apenas 13 Euros em Ximénez de Enciso, 28 Casa de la Memoria (fica no Barrio de Santa Cruz), um auténtico pátio andaluz um dos locais mais baratos em Sevilla (aqui temos de agradecer a dica do Mick, o nosso amigo inglês, espanhol, italiano!!!). Provar uma orchata de Chufas em Cordoba! A estrada que liga Cordoba a Priego de Cordoba: no meio do nada! Onde se torna dificil encontrar um camping, sobretudo em pleno Agosto. Existe um em Los Villares, uma pousada, que é pouco dificil encontrar! Em Granada, ir ao mosteiro e provar a doçaria conventual (Monasterio de S. Bernardo, C/ Gloria, 2) e comprar os pasteis! É um pouco estranho, porque apenas vemos as mãos das freiras reclusas. De Granada, subir até a Sierra Nevada de Vespa até ao cimo, 2500 metros acima do nível do mar. Ali sentimo-nos no topo do mundo...com a nossa Vespa!
Apanhar a estrada que liga Granada a Velez Blanco: parque natural e montanhas. O único problema é ser uma auto-estrada...algum perigo mas a paisagem é deslumbrante.

A evitar em Espanha, todo o litoral desde Barcelona a Cabo de Gata, é tudo caro e nada de especial!!

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E a vossa pior experiência/momento nestas viagens?

Sardenha: A câmara-de-ar no pneu de trás explodiu...nada de especial aconteceu. O problema foi depois, a nossa chave inglesa não ajudou e tivemos mesmo de pedir a assistência em viagem. Estavamos numa estrada deserta e longe de tudo e ainda para mais sem telemóvel. Quando conseguimos um reboque, deixamos a Vespa numa loja em frente a oficina da Piaggio, pois só abria no dia seguinte e lá fizemos mais 30 km de regresso ao parque de campismo.
Génova-Barcelona: nada aconteceu, felizmente para nós, durante a viagem excepto uma terrível tempestade que apanhamos e que provocou um curto circuito no sistema electrico...não conseguimos fazer nada e a Vespa, naquela noite molhada, não queria mesmo andar!

O norte de França: debaixo de chuva intensa e muito frio. Tivemos de comprar roupas para combater o frio, a chuva e o vento forte...a tenda esteve sempre molhada.
Durante os primeiros dias, a câmara-de-ar rebentou umas duas vezes. Foi dificil encontrar câmaras- de-ar para a Vespa (venderam-nos duas delas manhosas, por isso rebentaram!) Desde então, passamos a viajar com 2 ou 3 câmaras-de-ar suplentes e de marca de confiança. Sobretudo em França!

Sul de Espanha: mais uma câmara-de-ar a rebentar após 500 km, mas depois tudo correu pelo melhor até ao fim da jornada, excepto naquele percurso onde ficamos sem gasolina e parámos no meio de nenhures...sem gasolina! Então lembrem-se sempre de levar gasolina...extra!

Algum de vocês tem conhecimentos de mecânica Vespa?
Nada. O Ricky consegue mudar uma câmara-de-ar ou um pneu, mudar cabo de acelerador ou mudanças, mudar a vela...e é tudo! Nós pensamos que é isto que precisas de saber, se quiseres
fazer uma viagem de Vespa. Se algo acontecer... rezar a Deus, e esperar! (risos...) Estamos a brincar, claro! Antes de partir levamos sempre a Vespa ao mecânico.

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Conseguem contabilizar o custo de uma viagem de Vespa?
Nós gastamos pouco! Andamos sempre a procura do local mais em conta, para acampar ou cozinhamos sempre as nossas refeições, almoço e jantar...por exemplo em Espanha – considerando o facto de os parques de campismo serem mais caros que em França, mas a gasolina é mais barata que em Itália, nós gastamos cerca de 900 euros em 35 dias, incluíndo a revisão na Vespa antes de partir, o ferry para Barcelona – que é muito caro – e tudo o resto durante a viagem.

Por exemplo:
Ferryboat: 300 euros – viagem de ida e volta p/ 2 pessoas e Vespa;
Revisão da Vespa: 200 euros – inclui 3 novos pneus, 5 câmaras-de-ar, vela, carburador, sistema eléctrico, etc.
Despesas diárias: 20 Euros p/ pessoa – inclui camping, refeições, gasolina, museus, prendas, etc.

Quais a principais diferenças que notaram ao viajar entre França e Espanha?
Em França, podes encontrar os campings mais baratos. Todos os camping's de 1º e 2ª. O melhor que encontramos foi o chamado camping à la ferme – numa quinta – barato e hospitaleiro! Em França, também podes optar por estradas secundárias óptimas e evitar as auto-estradas ou via-rápidas. A gasolina é um pouco cara. A dois anos atrás estava a 1.30/1.40 euros por litro. Em Espanha, a gaolina esstá a 1.1 euro por litro – mas os campings são despendiosos e as estradas mais perigosas!
Em Itália, a gasolina é cara – 1.30 euros – mas os campings são mais baratos que em Espanha. E podes escolher boas estradas secundárias em alternativa as auto-estradas.

Têm alguma viagem de sonho? Onde? Preferem viajar sozinhos ou em grupo?
A nossa viagem de sonho é ir aos Estados Unidos e cruzar costa a costa de Vespa pela mítica Route 66. Queremos fazer a mesma, sozinhos, ou então com mais duas pessoas; não gostamos de viajar com muita gente, porque é difícil encontrar alguém que partilhe as mesmas ideias ou que queira acordar ás 6 da manhã, estando de férias ou que queira fazer uma tirada de 200/250 km por dia...então mais vale só que mal acompanhado!

Obrigado por esta entrevista! Vemo-nos por aí, algures no mundo ou então num qualquer sonho que envolva uma Vespa!
Se quiserem perguntar algo ou algum conselho, mandem-nos um mail tizianacaretti@libero.it
Vespa style forever!
See you. Your Vespa friends Titti&Ricky

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